Motoristas que trafegam por rodovias da região deverão encontrar uma nova tecnologia de fiscalização em fase de testes. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou um projeto-piloto com radares capazes de calcular a velocidade média dos veículos ao longo de determinado trecho, e não apenas em um ponto específico da rodovia.
No Paraná, entre os locais selecionados estão a PR-444, entre Arapongas e Apucarana, e a BR-376, na região da Serra do Cadeado, em Mauá da Serra. O sistema também será testado em outros trechos das rodovias PR-862, PR-151, BR-163 e BR-277.
Na PR-444, o equipamento será instalado em um trecho de aproximadamente 7 quilômetros, entre os km 17 e 24. Já na BR-376, na região de Mauá da Serra, o teste ocorrerá entre os km 304 e 309, em um trecho de aproximadamente 5 quilômetros.
Como funciona
Diferentemente dos radares tradicionais, que registram a velocidade do veículo em um único ponto, o novo sistema utiliza pelo menos dois pontos de monitoramento.
O equipamento registra o horário em que o veículo passa pelo primeiro ponto e novamente quando chega ao segundo. Com a distância entre os locais e o tempo gasto no percurso, é calculada a velocidade média desenvolvida pelo veículo.
Com isso, a prática de reduzir a velocidade apenas ao passar pelo radar e acelerar novamente depois do equipamento deixa de ser suficiente para evitar o registro de excesso de velocidade.
Por exemplo, em um trecho de 11 quilômetros com limite de 80 km/h, o motorista precisaria levar pelo menos oito minutos para percorrer toda a extensão dentro da velocidade permitida. Se completar o percurso em tempo menor, o sistema indicará que a velocidade média desenvolvida foi superior ao limite.
Testes não vão gerar multas
Apesar de a tecnologia ter como objetivo avaliar uma nova forma de fiscalização, os motoristas não serão multados durante esta fase de testes.
O projeto-piloto terá duração inicial de 180 dias, podendo ser prorrogado, e possui caráter técnico, educativo e experimental. Os trechos selecionados deverão ser sinalizados para informar os condutores sobre a realização do experimento.
Uma eventual utilização do sistema para aplicação de multas dependerá de avaliações técnicas, regulatórias e jurídicas, além das autorizações necessárias.
A iniciativa da ANTT busca avaliar o funcionamento da tecnologia antes de uma possível adoção definitiva em rodovias federais concedidas.












