É comum ouvir pessoas que trabalham longas horas em pé reclamar de dores e sensação de inchaço nas pernas ao final do dia. Isso ocorre, segundo o médico especialista em saúde vascular, Rogério Nabeshima, de Apucarana, porque a postura em pé dificulta o sangue retornar ao coração. A postura aliada a outros fatores, como a predisposição familiar e o estilo de vida, contribui para o aparecimento de varizes com o passar dos anos.
“Como sabemos, o coração bombeia, por meio das artérias, o sangue para todo o corpo, que retorna ao coração por meio das veias. No caminho de volta, a gravidade é um obstáculo natural dificultando o retorno venoso ao coração”, explica o médico.
Por outro lado, ele observa que o sistema circulatório conta com uma ajuda nesta hora, as panturrilhas, que impulsionam o fluxo sanguíneo de volta ao coração. “Para isso, elas precisam estar fortalecidas. Um estilo de vida ativo, com atividade física, ajuda no fortalecimento de todo o corpo, contribuindo também para a saúde vascular”, orienta.
“Ou seja, se a pessoa tiver um estilo de vida sedentário, o sangue terá ainda mais dificuldade para retornar ao coração quando estiver em pé e parado. Essa posição favorece o aparecimento de varizes, que resultam da dilatação das veias das pernas, que não conseguem mais levar com eficácia o sangue de volta ao coração”, esclarece Nabeshima.
O médico cita um estudo de 2015 publicado na revista científica BMJ Journals por pesquisadores dinamarqueses, que identificaram que passar longos períodos em pé pode ocasionar o aparecimento de varizes.
“Esse estudo acompanhou mais de 38 mil trabalhadores e concluiu que profissionais que permanecem longos períodos em pé têm maior risco de sofrer uma cirurgia para tratamento de varizes. Não é só uma percepção, tem um estudo científico que aponta indícios nessa direção”, comenta o médico.
Segundo o estudo, mulheres que trabalhavam em profissões que ficavam mais de 6 horas por dia em pé tinham um risco 2 vezes maior de serem submetidas a uma cirurgia de varizes, quando comparadas com trabalhadoras de outras atividades.
Por : Dr. ROGÉRIO NABESHIMA – CRM 28.135 RQE 20 485













